Título: A escuridão e
a luz da nossa vida
Autora: Rosa Maria
Lancellotti
Disclaimer: Não são
meus e não estou ganhando nada com essa história. Pertencem a 20 th Century Fox, a Chris Carter, a
1013.
Sinopse: Pós IWTB. Muitas mudanças na vida de Mulder e Scully.
Nota: A fanfic ficou
abandonada por um tempo, mas foi retomada e espero que o resultado esteja bom.
Classificação: 14
anos
Data de início:
25/03/2010
Data de término:
26/11/2014
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19° Capítulo
A Dra. Scully entrou
no quarto de William e cumprimentou o menino.
- Bom dia, William.
- Bom dia, Dana. –
Will sorriu – O gesso coça.
- Eu sei, querido,
mas vamos conversar que você esquece dele e para de coçar. – Scully beijou-lhe
a testa – Está um pouco quente.
- Eu não sinto nada.
- Ok, Will. Eu trouxe
duas pessoas para conversar com você. Fox e um amigo nosso, John. – Scully
mostrou-lhe os dois homens.
- Oi, Fox. – Will
sorriu – Que bom que voltou.
- Oi, amigão. –
Mulder bagunçou os cabelos do menino – Está cheiroso!
- Tomei banho com a
ajuda do Mark e do Louis. – William sorriu.
- Legal. Eu trouxe o
John, do FBI, para conversar contigo. Tudo bem? – Mulder sentou na cama.
- Will, você fala com
eles enquanto eu te examino? – Dana disse pegando o estetoscópio.
- Tá. – William
entregou-se nas mãos de Mulder e Scully.
- Oi, William. Queria
que me falasse sobre os homens estranhos que apareceram na sua casa. – John
Doggett foi direto ao ponto.
- Ficavam só
vigiando. – Will riu e falou – Posso te chamar de tio?
- Pode, William. –
John sorriu – Responde com sinceridade, por favor.
- Sabe, tio John, -
William começou – eles ficavam olhando. Nunca se aproximaram de mim, Fox.
Depois, chamaram meu pai adotivo para conversar.
- Sabe sobre o que? –
Mulder quis saber.
- Eu. Se eu tinha
alguma habilidade estranha ou sabiam de meus pais verdadeiros.
- Você ouviu essas
conversas? – Mulder estava intrigado.
- Uma vez, no
celeiro.
- Quer nos contar
algo? – John quis saber.
- Eu sei que preciso
ajudá-los, mas não sei o que eram aqueles homens. – William falou olhando
Mulder nos olhos – Fox, eu sou igual a eles?
- Não, William. Quero
que conte para o tio John o que seus pais falavam.
- Que não me queriam
mais, que precisavam me devolver para minha mãe bio alguma coisa, minha mãe de
verdade. – Will olhava a todos no quarto.
- Meu amor, - Scully
disse segurando-lhe o braço – Além disso, ouviu algo que possa nos ajudar a
descobrir o que essas pessoas queriam com você?
- Não sei, Dana. –
William segurou a mão dela – Não me deixa sozinho.
- Não vou, querido.
Vou chamar uma enfermeira para aferir sua temperatura, tudo bem? – Dana beijou
a cabeça do menino – O Fox vai ficar com você e o John também. – dizendo isso,
ela saiu.
William esticou os
braços para Mulder, dizendo:
- Fox, me pega no
colo?
- Claro, amigão. –
Mulder sentou na cabeceira da cama e ajeitou o menino no colo – Está bom assim?
- Sim, obrigado.
- Will, por que seus
pais fugiram? – John perguntou aproximando-se da cama.
- Eles queriam ir
para uma cidade encontrar um homem que iria lutar com os homens ruins. –
William aconchegou-se no colo de Mulder e bocejou – Podemos conversar depois?
- Claro, Will. – John
sorriu ao ver o menino dormir.
Dana voltou e viu a
cena. Falou:
- Mulder, ele se
entrega totalmente.
- Sim. Pediu colo e
não resisti. – Mulder falou acariciando a cabeça do menino.
- Vou aferir a
temperatura dele. Ele deve estar com febre. – Dana colocou o termômetro em
William – Alguma coisa nova?
- Nada, Dana. –
Doggett disse – Vou deixá-los sozinhos.
- Não, Doggett. –
Mulder disse – Não podemos dar bandeira.
- Verdade. Além
disso, o hospital está sendo vigiado.
- Estou confusa.
Vocês querem me contar o que está realmente acontecendo? – Scully disse
olhando-os séria.
- No tempo certo,
Dana. – Mulder respondeu – O William está com febre mesmo?
- Sim. – Dana
suspirou – Vou pedir para alguém fazer a medicação e já volto.
Logo, Scully voltou e
ajudou Mulder a arrumar William na cama. Depois, seguiram para o escritório de
Dana.
- Agora, vocês vão me
contar tudo direitinho. – Scully fechou a porta com a chave.
- Dana, não
conseguimos muito com o Will, mas o pouco que ele falou, confirma tudo o que
temos de informação. – Doggett explicou.
- O que vocês tem de
informação? – Scully perguntando sentando em cima da mesa.
- Os pais do William…
- John começou.
- Pais adotivos. –
Scully corrigiu.
- Não vamos enrolar
mais, Doggett. – Mulder falou – O pai adotivo descobriu que no escritório local
do FBI havia um especialista em fenômenos paranormais, que sou eu, - Mulder
sorriu cinicamente – e que poderia estudar o filho deles.
- Os supersoldados
queriam saber se o William tinha ou tem poderes paranormais. – John completou –
Por isso, o Skinner interceptou o caso e me mandou para cá.
- Mas pai e filho já
estão juntos. – Scully disse.
- Só que eles ainda
não sabem, Dana. – Mulder explicou – Mesmo com minhas constantes vindas ao
hospital.
- Será? – Scully
estava apreensiva.
- Tudo indica que
sim. – Doggett respondeu – Mulder e você não sabem que o William é filho de
vocês.
- Entendi, mas ainda
fico com medo. – Scully disse olhando-os.
- Manteremos guarda
24 horas na porta do quarto. – Mulder assegurou-a.
- E quem fará a
guarda? – Scully quis saber.
- Eu. – Mulder disse.
- E eu também. – John
ajudou.
- Só vocês dois? –
Scully estranhou.
- Sim. Só se o
Skinner mandar alguém de confiança. – Mulder respondeu.
- Tá bom, mas o
Father Yabarra está aceitando esse circo? – Scully estava nervosa.
- Claro, Scully. –
Mulder mostrou à ela uma folha de papel – Já demos entrada na papelada para
termos o William de volta.
- Como? – Scully quis
saber.
- Coisinhas de
Skinner. – John riu – Dana, até o casamento, o seu menino estará com vocês.
- Ainda não acredito.
– Scully disse descendo da mesa – Tenho pacientes para ver.
Mais tarde, Jane
entrara no escritório de Scully. Perguntou ao fechar a porta:
- É verdade que você
vai adotar aquele menino do acidente?
- É, Jane. Meu marido
ficou penalizado com a situação e eu estou tão sensível. – Dana respondeu.
- Os pais adotivos
abriram mão do menino só para a mãe verdadeira, Dana. – Jane sentou na mesa –
Vi seu pedido na sala da May.
- Nós só conhecemos
pessoas influentes.
- Ok, Dana. Mas o
menino é a sua cara.
- Jane…
- Não precisa contar,
mas vai com calma. Falo como médica e amiga. Essa gravidez é de risco. Quero
consultas semanais se for passar por esse estresse.
- Tudo bem, Jane.
- Mais uma coisa,
Dana. Conhece alguma Monica Julietta Reyes Doggett?
- Sim.
- Minha mais nova paciente.
Disse que era sua amiga e iria fazer controle de pressão aqui. Ela ficará em
sua casa?
- É uma maluca!
- É, mas me
identifiquei com ela. Pela história, pelos filhos.
- Jane, você é
maravilhosa.
- Dana, conte comigo
para o que der e vier. – Jane abraçou-a e saiu.
Duas horas depois,
Mulder entrou:
- Oi, Dana.
- Oi, Mulder.
- Vamos embora. Temos
uma festa lá em casa. John trouxe a Monica e os meninos.
- Eu sei. Estou
preocupada em onde enfiar tanta gente.
- Sua mãe deu um
jeito.
- Mamãe?
- A Maggie me ligou
da rodoviária e fui buscá-la.
- O Skinner ligou e
também vem nesse final de semana.
- Pronto, Scully.
Estaremos protegidos.
- Quem está de guarda
hoje?
- Frank Stuart. Um
dos meus protegidos do escritório local. Já foi investigado e é nosso fã. Você
foi professora dele na academia.
- Não me recordo por
nome, só vendo o rosto dele.
- Tudo bem. Estou
louco para ir para casa.
- Ok, Mulder. Só vou
arrumar minhas coisas e podemos ir. Hoje, foi um dia cheio.
- Como está o
William?
- A febre cedeu. Os exames
estão bons.
- Nada?
- Nada de anormal,
Mulder. A Claire contou para ele sobre os pais e fez febre de novo. Vou repetir
os exames, mas acredito que seja emocional. – Scully falou desligando o
computador.
- O que faremos com
tanta gente em casa? E comida?
- Sua mãe fez lasanha
e ajeitou todo mundo. Não se preocupe. Você está bem?
- Estou. Você espera
um pouco?
- Espero.
- A Jane soube que
vamos adotar o William e quer um controle maior dessa gravidez.
- Posso ir com você?
- Pode, mas não
quero.
- Posso ver pelo
menos a ultrassom?
- Pode, Mulder.
Scully passou na
consulta com Mulder a tiracolo. Quando saíram do consultório, Mulder pediu:
- Posso ver o
William?
- Pode. Também quero
vê-lo antes de irmos.
Ao entrar no quarto,
Scully riu. William estava jogando xadrez sozinho.
- William?
- Oi, Dana. Oi, Fox.
– o menino sorriu.
- Quer um oponente? –
Mulder riu.
- Quero e terei um à
altura. – Will disse com um sorriso.
- Como você se
sentindo? – Dana quis saber.
- Estou bem. – Will
ficou sério, arrumando as peças no tabuleiro.
- Tudo bem, querido.
– Dana sentou na cadeira ao lado da cama do pequeno.
- Podemos jogar
enquanto conversa conosco? – Mulder sentou na beirada da cama.
- Fox, não se fala
enquanto joga xadrez. – William falou sério.
- Will, preciso saber
se está bem para eu poder ir embora tranquila. – Scully disse pegando o
estetoscópio do bolso.
- Sou todo seu, Dana.
– Will fez o primeiro movimento no jogo.
A Dra. Scully
examinou o pequeno enquanto Mulder jogava com ele.
- Concentração apenas
no jogo, amigão. – Mulder dizia e ganhava um sorriso cínico do menino – Sei,
William.
- Vai perder, Fox
William. – o menino moveu o Rei – Xeque!
- Espertão. – Mulder
movimentou mais uma peça – Sem trapaças.
- Xeque-Mate! –
William gargalhou.
- Ok. Revanche. –
Mulder começou a arrumar as peças no tabuleiro.
- Amanhã, querido. –
Dana sorriu – Vamos?
- Tudo bem, Dana. –
Mulder sorriu de volta – Amanhã, eu volto.
- Perdeu, perdeu. –
William cantava alegre – Amanhã, deixo você ganhar.
- William, agora,
você vai dormir. – Scully falou séria.
- Está bem. – Will
guardou numa caixa as peças e o tabuleiro com cuidado.
- Igualzinho a mãe. –
Mulder sussurrou no ouvido de Scully.
- Dana, o que achou
de mim? – William perguntou.
- Você está bem,
querido. Seus exames estão bons. Sente algo diferente? – Dana aproximou-se da
cama e cobriu-o enquanto ele se ajeitava na cama.
- Estou cansado de
ficar na cama.
- Amanhã, peço a
alguém para te levar para um passeio na cadeira de rodas, tá bom? – Dana beijou
a bochecha de William.
- Sim, Dana. Até
amanhã! – William sorriu.
- Boa noite,
amorzinho. – Dana acariciou-lhe a cabeça.
- Boa noite, Fox. –
Will sorriu.
- Dorme bem, amigão.
– Mulder beijou-lhe a testa e o menino fechou os olhos.
Quando Mulder e
Scully chegaram em casa, viram a festa preparada.
Continua...
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