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04/01/2026

#1 - Paulinho: o menino que escreveu uma nova história, Mere Abramowicz e Silmara Rascalha Casadei

 E vamos a primeira leitura do ano! E que leitura sensível! De uma boniteza imensa!

"Paulinho: o menino que escreveu uma nova história" nos conta a história do grande educador Paulo Freire. Vida e trajetória de um homem que é referência internacional!

Com linguagem direta, com trechos de livros, as autoras nos envolvem e nos levam ao uma viagem profunda. O ilustrador Marco Antonio Godoy também tem um trabalho incrível de nos ajudar a visualizar essa história.

O menino nascido no Recife, órfão aos 13 anos, leu e escreveu sua própria história de uma forma diferente. E, ao se tornar professor, levou homens e mulheres a lerem o mundo, aprendendo de forma dialógica, lúdica e em comunhão.

Direcionado a crianças e jovens, esta obra deve ser lida por pessoas até 180 anos.

Vale muito a leitura! O livro está indisponível na editora. Eu o comprei numa Bienal do Livro. Recomendo demais essa leitura!

Primeira leitura concluída! O livro pode ser lido rapidamente, mas li em 3 dias, para beber cada palavra e absorver tão rico texto!

02/01/2026

#11 - O jardim de Marielle, Majori Silva

 A segunda leitura do dia 31/12/2025, foi "O jardim de Marielle".

Indicado para crianças a partir dos 3 anos, é uma narrativa inspirada na vida de Marielle Franco, uma mulher negra, socióloga, política, defensora dos Direitos Humanos e que foi assassinada no Rio de Janeiro, junto com o motorista, Anderson Gomes, em 14 de março de 2018.

O livro é de uma sensibilidade imensa. Metafórico, Marielle é uma jardineira que cultiva lindas flores em seu jardim. A narrativa se desenvolve até que Marielle se torna semente e se multiplica.

A autora Majori Silva e o ilustrador Kako Rodrigues fizeram um trabalho incrivelmente sensível e profundo. Também é da Editora Mostarda.

Cantamos juntos com as outras flores: Marielle, presente!

Vale muito a leitura por crianças de 3 a 130 anos!

Para saber mais: https://www.editoramostarda.com.br/produto/o-jardim-de-marielle/?srsltid=AfmBOoohL2c2ke6FDQAWHG-el_WFvjHw4-fEvrfatPQi9uV0aPQU0SWE

17/11/2024

#7 - Carolina Maria de Jesus

 Desde 2022, sou consumidora dos livros infantis da Editora Mostarda. Na Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2024, comprei mais alguns títulos. 

(Sim! A branca está aberta a aprender sobre ícones do povo negro!)

Continuando as leituras necessárias, por ocasião do Mês de Zumbi e da Consciência Negra, escolhi o livro "Carolina", que nos traz a trajetória de uma mulher de fibra, uma das maiores escritoras brasileiras. Empregada doméstica, catadora de papel e moradora da favela do Canindé, lançou o livro "Quarto de despejo: Diário de uma favelada" e tornou-se conhecida internacionalmente.

O livro faz parte da coleção Black Power, que apresenta biografias de personalidades negras que marcaram época e são inspiração e exemplos para as novas gerações (e para todxs nós). As obras narram a vida e os ensinamentos que esses personagens nos deixaram. Acima de tudo, pretendem ressignificar os valores e costumes sociais como o racismo, preconceitos, intolerâncias e violências.

São textos simples e de uma beleza ímpar. As ilustrações nos levam a refletir muito sobre as situações vivenciadas pelas pessoas retratadas. 

A Editora Mostarda apresenta ao público (em especial, o infantil) livros maravilhosos e também edições especiais, além de boxes especiais com as coleções e brindes especiais. E ainda tem a versão acessível em Braille e fonte ampliada.

Lembro que o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira é obrigatório na Educação Básica, de acordo com a Lei nº 10.639/2003.

Há também uma coleção sobre os indígenas, nossos povos da floresta, donos dessa terra. E vários livros educativos, excelentes para se promover uma educação antirracista, diversa, plural e humanizada.

Um livro infantil que deve ser lido por crianças e adultos. Leitura obrigatória!!! Vale muito a leitura!!!

Visite o site da Editora Mostarda: https://www.editoramostarda.com.br/



#6 - Orixás do Terreiro do Samba: Exu e Ogum no Candomblé da Vai-Vai, de Cláudia Alexandre

Um livro para aprender e beber cada palavra!

Antes de iniciar a leitura, pedi licença para adentrar um território que não é meu e coloquei-me à disposição para aprender o que aquelas páginas tinham a me ensinar.

Um livro que vai além de aprender sobre o samba e a cultura afro. Aprendemos sobre a religião, sobre povos que trazem em seus corpos, suas vozes, canções e expressões uma história de luta, resistência, alegrias, religiosidade e espiritualidade.

A jornalista Claudia Alexandre, a partir de um olhar “desfragmentado”, autorizado e decolonizado, apresenta o resultado de sua pesquisa sobre duas manifestações culturais que dialogam entre si e que ajudaram a formar o que entendemos como identidade nacional: o samba e as religiões de matrizes afro-brasileiras. 

A autora nos apresenta a encruzilhada da Escola de Samba Vai-Vai, território negro paulistano onde reinam Exu, o orixá mensageiro, e Ogum, o guerreiro.

A presença do povo preto desde antes da fundação da escola; o pavilhão preto e branco, com ramos de café e uma coroa de rei; o surdo de primeira, uma divindade que dá o ritmo na avenida; o toque para os orixás e as procissões que embalam as ruas do bairro; os altares para os santos das macumbas; o pai de santo e o quarto de Exu e Ogum, são nos apresentados em uma leitura gostosa e que flui como a escola de samba na Avenida. 

A obra é fruto da dissertação de Mestrado em Ciência das Religiões de Claudia Alexandre, mas tem uma linguagem direta e muito envolvente.

Mesmo com as tentativas de apagamento de sua origem e, principalmente, da presença do negro e de suas religiões na cultura, na história do samba e das escolas de samba, Claudia busca resgatar uma forma ancestral de perceber o mundo e religar esses universos ao ambiente acadêmico, revisitando acervos das experiências negro-africanas em diáspora e buscando caminhos para (re)escrever a História do Brasil. A africanidade se (re)compõe para continuar desafiando as narrativas que insistem em colocar samba de um lado e orixás de outro. "Sambando a gente reza; rezando a gente samba!"

Li esse livro depois das atrocidades cometidas pela empresa, que está construindo a Linha 6 - Laranja do Metrô. O território não foi respeitado. Vestígios do Quilombo Saracura foram encontrados e não tiveram o devido tratamento. A demolição da Vai-Vai ocorreu sem a devida autorização, causou danos aos imóveis vizinhos. Porém, a Vai-Vai vive na tradição oral, na história das pessoas que por lá passaram e nas marcas que seus integrantes carregam.

Uma leitura necessária para celebrarmos a cultura do povo negro no Mês da Consciência Negra (não só em novembro, mas sempre esse livro deve lido e relido!).

Agradeço cada ensinamento, cada reflexão e cada questionamento suscitado por esse livro!

Vale muito a leitura!

16/07/2024

Dica de comprinhas: Feira Vermelha

 Olá, gente amada!


Quer um produto de qualidade, resistência, luta e apoiar projetos incríveis?

Então, conheça a Feira Vermelha: https://linktr.ee/feiravermelha

Camisetas, copos, aventais e outros produtos que levam a luta e a resistência em estampas e desenhos.

Recomendo!


26/12/2023

#23 - Os pombos, Blandina Franco e José Carlos Lollo

Mais um livro genial que trata sobre a Pobrefobia / Aporofobia.

A história de Blandina Franco e ilustrações de José Carlos Lollo nos leva a uma profunda reflexão sobre quem são os pombos e sobre a exclusão na cidade onde vivem.

É uma metáfora forte e que fala diretamente conosco.

Partindo de experiências reais, o livro, idealizado pelo Padre Júlio Lancellotti, traz de maneira sensível e forte a forma como os pobres são tratados na sociedade.

Livro indicado para leitores a partir de 6 anos de idade.




10/12/2023

Dia Internacional da Declaração Universal dos Direitos Humanos




Você sabe o significa da Declaração Universal dos Direitos Humanos?

É o marco legal e regulador das relações entre governos e pessoas. É constituída por trinta artigos, que versam sobre os direitos básicos assegurados a todos os seres humanos, não só para aqueles que acham que merecem ou para aqueles que você julga merecedores. Esses direitos garantem uma vida digna para todos os habitantes do Mundo, do Planeta, assegurando liberdade, educação, saúde, cultura, informação, alimentação, moradia, respeito, não discriminação, entre outros direitos.

Foi adotada em 10 de dezembro de 1948, escrita por John Peters Humphrey, com a colaboração de diversas pessoas, tais como Eleanor Roosevelt, Jacques Maritain, René Cassin, Charles Malik, P. C. Chang. Veio em um momento de pós guerra, na reconstrução da vida, das cidades, definindo a base de uma futura paz entre as nações.

A data visa homenagear o empenho e dedicação de todos os cidadãos defensores dos direitos humanos e dar um basta a todos os tipos de discriminação, promovendo a igualdade entre todos.

Este dia deve ser um dia de reflexão para todos e todas. Todos os seres humanos tem direito à dignidade, a não violência, a não violação de seus direitos básicos (moradia, alimentação, educação, saúde), a ter emprego e condições dignas de exercê-lo. Que possamos refletir a respeito de nossas atitudes nas nossas relações humanas, em todos os âmbitos. Nós tratamos todos com o devido respeito? Nós discriminamos essa ou aquela pessoa por ser negra, branca, asiática, indígena, morador do bairro A ou Z, ser magra, gorda, nerd, geek, roqueiro, pagodeiro, funkeiro, etc, etc, etc? Nós respeitamos os migrantes? Exercitamos a tolerância? Somos responsáveis pelo coletivo, pela comunidade? Denunciamos quando os Direitos Humanos são violados? Nós somos agentes promotores da paz?Resultado de imagem para dia declaração universal dos direitos humanos

É necessário cumprir todos os artigos e denunciar quando violados! Defender os Direitos Humanos é uma obrigação de todos!

Sugiro que cada um dos leitores e cada uma das leitoras conheça a Declaração Universal dos Direitos Humanos. É fácil de ler! São somente 30 artigos! Se for difícil para você essa leitura, há outras versões mais simples:  ABC dos Direitos Humanos, de Paulo Nunes Batista (http://www.dhnet.org.br/direitos/deconu/textos/abc.htm); Declaração Universal dos Direitos Humanos, de Frei Betto (http://www.dhnet.org.br/direitos/deconu/textos/betto.htm); a versão Cordel (http://www.dhnet.org.br/direitos/deconu/textos/cordel.htm); Declaração Universal dos Direitos Humanos, por Ruth Rocha e Otávio Roth; Cartilha sobre Direitos Humanos, por Ziraldo.





30/11/2023

#21+1 - Pobrefobia - Vivência das ruas com Pe. Júlio Lancellotti

 

Livro em quadrinhos que nos traz o tema pobrefobia, o ódio aos pobres.

A ser lançado no próximo sábado, 02/12, na CCXP, pela Editora Draco (@editoradraco - Mesa F 06, na Artists' Valley), tem roteiro de Rogério Faria, capa de Wagner Loud (@w.loud) e ilustrações de Laura Athayde (@ltdathayde), Lila Cruz (@colorlilas), Luiza Lemos (@luizalemosarte), Danilo Dias (@danilodiascartum), Pedro Balduino (@artedobalduino) e Raphael Salimena (@linhadotrem), Pobrefobia conta histórias reais, colhidas durante a convivência na Paróquia São Miguel Arcanjo.

A roda de conversa, mediada pelo Pe. Júlio Lancellotti, com irmãos e irmãs de rua, foram a fonte de histórias contundentes e que nos levam a reflexão do mundo no qual estamos vivendo e nos conscientiza sobre como a pobrefobia existe e está presente no cotidiano.

Algo pelo qual devemos lutar por sua desconstrução!

O uso dos quadrinhos nos leva a uma reflexão profunda e a linguagem envolve o leitor.

Uma leitura obrigatória!

#21 - Basta de violência contra as mulheres, Alzira Gomes Machado (CEBI/SC)

 Um livro importantíssimo na desconstrução das violências contra as mulheres.

Com estudos e dados, a autora analisa sob a luz dos textos bíblicos a presença feminina e o retrato das mulheres.

Na prática de Jesus, buscamos inspiração para nossas práticas cotidianas. Nesse caminho, Jesus nos mostra uma nova ordem nas relações com as mulheres, rompendo com os paradigmas machistas e patriarcais da época e que permanecem até hoje.

O livro tem ênfase no texto Jo 7,53-8,1-11, no qual uma mulher "sem nome" é acusada, julgada e condenada, sendo vítima de violência do poder patriarcal e religioso.

Para comprar: https://cebi.org.br/produto/basta-de-violencia-contra-as-mulheres/ 

Uma leitura obrigatória!

04/08/2023

Guia de Educação em Direitos Humanos

 
A Anistia Internacional está com um Guia de Educação em Direitos Humanos saindo do forno.

Com muito carinho e coragem para lutar, o guia vai ajudar na reflexão sobre a importância da luta pelos direitos, entendendo os riscos corridos pelos defensores e defensoras de Direitos Humanos e os principais problemas enfrentados por eles e por elas.

Para isso, a Anistia Internacional lançou o Guia de Educação em Direitos Humanos para acompanhar cada um, cada uma que o ler na construção de uma sociedade verdadeiramente justa.

Esse lançamento faz parte da campanha "Sua Voz Muda o Mundo", que exige que o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania implemente efetivamente o Programa de Proteção dos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH), em todo o território nacional.

É um material precioso para leitura, para viver e para lutarmos.

Pode ser acessado no link: https://anistia.org.br/material-ativismo/baixe-o-guia-de-metodologia-participativa-para-educacao-em-direitos-humanos/


28/07/2023

Movimento Educação Antirracista


 Não basta não sermos racistas. Temos de ser antirracistas e ensinar isso.

Nesse caminho, a Revista Nova Escola apresenta a tod@s educador@s como caminhar para construirmos junt@s uma escola verdadeiramente para tod@s. Esse caminho passa pelo combate ao racismo, a defesa da vida e o compromisso da sociedade com a causa.

Por isso, a Nova Escola traz em seu site diversos conteúdos para preparar aulas e outros momentos de reflexão sobre a Educação Antirracista.

Vamos conhecer? Acesse https://novaescola.org.br/tudo-sobre/escola-de-respeito/

07/05/2023

21ª Semana Nacional de Museus


Para celebrar o Dia Internacional dos Museus (18/05), o Conselho Internacional de Museus - ICOM propõe anualmente um tema para pautar atividades, exposições e suscitar reflexões tanto nas equipes como nos visitantes. 

Em 2023, os museus e as instituições culturais e educativas realizarão mais de 3,5 mil atividades inspiradas no tema "Museus, Sustentabilidade e Bem-Estar". São exposições, visitas mediadas, palestras, oficinas, apresentações musicais, apresentações teatrais, mostras, seminários etc. Uma programação diversificada para todos os gostos e idades.

O objetivo é destacar a importância dos museus como espaços que promovem o bem-estar e a sustentabilidade e apoiar três dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU): Saúde e Bem-Estar Global, Ação Climática e Vida na Terra.

Tudo isso está previsto na Agenda 2030 do ICOM (Kyoto, 2019), aventando que todos os museus têm um papel a desempenhar na formação e criação de futuros sustentáveis, e podem fazer isso por meio de programas educacionais, exposições, divulgação e pesquisa.

A programação ocorre entre os dias 15 e 21/05/2023, em mais de 1,1 mil museus, em todo território nacional, e pode ser consultada em https://www.gov.br/museus/pt-br/assuntos/eventos/21a-semana-nacional-de-museus/guia

Além de consultar a sua cidade ou região, procure visitar outras cidades e prestigiar as atividades maravilhosas dessa intensa programação.

06/05/2023

Conte-nos a sua história - O que é ser um defensor de Direitos Humanos? #SuaVozMudaOMundo


 A Anistia Internacional quer contar a sua história!


O que é ser uma pessoa defensora dos direitos humanos? Já parou para pensar? Já refletiu o que isso significa?

Para a Anistia Internacional, todos e todas aqueles que não se calam diante das situações de injustiça, violência e violação de direitos são pessoas defensoras dos direitos humanos.

O defensor e a defensora não possuem nenhum superpoder ou senso extraordinário do coletivo. São pessoas, humanas, que se mobilizam para denunciar toda e qualquer violação.

Pode ser a favor do direito à moradia digna, à segurança, à educação, à liberdade, à alimentação digna etc. Não importa o motivo da luta, todas as pessoas defensoras são uma semente. 

Por isso, a Anistia Internacional convida você a contar qual é a mudança que você tem plantado no mundo: "Vem contar pra gente a sua história!"

A campanha é chamada de #SuaVozMudaOMundo e você pode contar sua história da seguinte forma:

1 - Acesse o formulário da campanha: http://go.pardot.com/e/604981/e-k67q4yuKBd/6pjcw/421056071?h=OE48PNEz-0azAlZJ-5XQn5Z9QzxIeJMOYju27Iu0YDo 

2 - Preencha todas as perguntas obrigatórias e seus dados. 

3 - Envie seu relato.

4 - Espere a mensagem de confirmação de envio.

Pronto! Seu relato foi enviado com sucesso e entrará no banco de dados da Anistia Internacional. Assim, sua mobilização será potencializada e servirá de inspiração para outras pessoas.

Após seleção, será feito contato com os autores e autoras para pedir permissão para divulgar as histórias. Serão selecionadas duas histórias nas redes sociais da Anistia Internacional.

Participem!!! São os último dias!!!


04/05/2023

#11 - Rosa Parks

 Mais um livro incrível da Editora Mostarda.

Uma obra infantil que deveria ser obrigatória para todo adulto.

O livro conta a trajetória de Rosa Parks, uma mulher negra que tanto ensinou e continua a nos ensinar.

Com uma história de vida de luta e resistência, depois de ser presa por ocupar um assento no ônibus, deu início ao clamor popular que lutou contra a política racista nos Estados Unidos.

O livro faz parte da coleção Black Power, que apresenta biografias de personalidades negras que marcaram época e são inspiração e exemplos para as novas gerações (e para todxs nós). 

São textos simples e de uma beleza ímpar. As ilustrações nos transportam para um outro tempo e nos leva a refletir muito sobre as situações vivenciadas pelas pessoas retratadas. 

Os livros são dirigidos a crianças e adolescentes, mas é uma grande oportunidade de adultos, professores e professoras os utilizarem como ferramenta para ensinar o respeito à diversidade. 

Os leitores (pequenos, jovens ou adultos) são convidados a uma viagem repleta de fatos históricos e a conhecer personagens símbolos de resistência e luta. 

Há coleções com livros maravilhosos, edições especiais, boxes especiais com as coleções e brindes especiais. E ainda tem as versões acessíveis em Braille e fonte ampliada.

As obras narram a vida e os ensinamentos que esses personagens nos deixaram. Acima de tudo, pretendem ressignificar os valores e costumes sociais como o racismo, preconceitos, intolerâncias e violências.

Lembro que o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira é obrigatório na Educação Básica, de acordo com a Lei nº 10.639/2003.

Há também uma coleção sobre os indígenas, nossos povos da floresta, donos dessa terra. E vários livros educativos, excelentes para se promover uma educação antirracista, diversa, plural e humanizada.

Vale muito a leitura!!!

Visite e conheça: https://www.editoramostarda.com.br/








27/02/2023

#6 - Fraternidade (S)e(M) Fome - Texto-base da Campanha da Fraternidade 2023

O tema da Campanha da Fraternidade 2023 é um desafio para tod@s nós.

Propõe despertar, reavivar e fortalecer a caridade e o compromisso de tod@s, que querem ser discípul@s de Jesus, com os que mais necessitam, em especial, do alimento, do pão.

O lema "Dai-lhes vós mesmos de comer" (Mt 14,16) nos impele a sermos pão para nossos irmãos e irmãs. Temos responsabilidades frente a fome de nosso povo.

Importante leitura! Essencial para todos os tempos, não apenas na Quaresma! 

29/01/2023

#4 - Feminicídio: ontem, hoje, sempre? NUNCA!!!, Silvia Souza (Org.), Coletivo Vozes Marias, Fórum Cearense de Mulheres e Grupo Agar - CEBI

 Um livro pequeno, mas com um conteúdo impactante e que nos leva a uma reflexão deveras importante.

O tema feminicídio foi proposto para três grupos de mulheres: o Coletivo Vozes Marias, o Fórum Cearense de Mulheres e o Grupo Agar.

Cada grupo traz testemunhos importantes sobre o crime de feminicídio e suas consequências na vida das mulheres. Como encontrar acolhimento e espaços seguros para a discussão quando o machismo, a misoginia e outros preconceitos estão tão presentes na nossa sociedade e nas nossas igrejas? Cada grupo relata de forma clara e embasada na Palavra de Deus essa forma de acolhimento.

São mulheres evangélicas que trabalham na linha de defesa da vida das mulheres e dos seus direitos. 

Este livro traz as falas de mulheres que militam, estudam, lutam e rezam a vida sob a ótica feminista.

Silvia Souza, que organiza os artigos publicados nesse livro necessário, é uma mulher negra, biblista popular, bacharel em Comunicação Social, integrante do CEBI/PE e do Conselho Nacional do CEBI.

O Coletivo Vozes Marias, composto por mulheres evangélicas feministas, acolhem mulheres vitimas de violência, na Região Metropolitana de Recife. Apresentam um comovente relato sobre a violência estrutural contra mulheres cristãs, privadas de tudo, incluindo o acolhimento no seu espaço de fé.

O Fórum Cearense de Mulheres reúne diversas entidades em defesa da vida e dos direitos das mulheres. É um núcleo estadual da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB). Analisa criticamente os dados estatísticos sobre a violência contra as mulheres e o feminicídio. Denuncia que as mulheres estão abandonadas pelo Poder Público, que, principalmente nos últimos anos e durante a pandemia, ficaram entregues à morte e à violência.

O Agar é um grupo de leitura popular, feminista e militante da Bíblia - CEBI/CE. Através dos estudos realizados, reconhece a violência da vida na Bíblia, submetida a estruturas patriarcais perversas, que silenciam e invisibilizam as mulheres. Há propostas de leitura da Bíblia e de uma profunda reflexão sobre o tema.

Todas essas mulheres lutam pelo processo de transformação da vida e pelo direito básico à vida de todas nós.

Uma leitura necessária e obrigatória!!! 

Para comprar o livro e consultar outros títulos: https://cebi.org.br/produto/feminicidio-ontem-hoje-sempre-nunca/

20/12/2022

#15 - Paulo Freire #Presente, Rogério Faria, Ricardo Sousa, Jefferson Costa e Ren Nolasco

Utilizando a linguagem da história em quadrinhos, esse timaço nos traz a história do Mestre Paulo Freire.

Paulo Freire #Presente é inspirado na biografia do educador. Com roteiros de Rogério Faria e desenhos de Ricardo Sousa, Jefferson Costa e Ren Nolasco, a obra nos leva a caminhar através da história e com Paulo Freire, desde sua infância até o seu legado, passando pela experiência de Angicos/RN, o exílio, a escrita de "Pedagogia do Oprimido", a experiência com os educadores em Guiné-Bissau, o retorno ao Brasil, como Secretário Municipal da Educação em São Paulo da gestão da maravilhosa Luiza Erundina, sua lição e como todos os seus ensinamentos são carregados e multiplicados por educadores e educadoras.

A sinopse recebe o título de "Um homem que amou profundamente". Sim, amou e nos deixou esse legado de amor, luta, resistência, revolução, união.

Pernambucano, pobre, enfrentou as adversidades e criou um método de educação revolucionário. É um dos pensadores mais citados e estudos no mundo. "Pedagogia do Oprimido" é o terceiro livro mais referenciado em trabalhos acadêmicos mundo afora.

Sua luta pela justiça social era por amor. Paulo Freire amou as gentes e amava o mundo.

Uma leitura leve e com desenhos que nos levam a uma reflexão profunda.

Da Editora Draco, a HQ conta com prefácio de Pe. Júlio Lancellotti e posfácio da Profa. Eneide Araújo. Traz ainda um encarte do professor para utilização em sala de aula.

O trabalho foi realizado com recursos do Governo do Estado de São Paulo, através da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, via PROAC.


Leitura necessária!!! 


07/11/2022