05/08/2019

Fanfic "Arquivo X": Meu Ano Novo, Capítulo 3


Disclaimer: Não são meus e não estou ganhando nada com essa história. Pertencem a 20 th Century Fox, a Chris Carter, a 1013.
Sinopse: Pós Millenium. Ponto de vista de Mulder.
Classificação: 18 anos
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
3º Capítulo

Acordei às nove da manhã. Levantei, fui ao banheiro, fiz minha higiene pessoal e fui para a sala. Scully estava abraçada ao travesseiro e dormia tranquilamente.
Eu sorri e fui a cozinha. Fiz café e voltei à sala. Peguei minha tipoia. Foi então que vi dois olhinhos azuis sonolentos me olhando.
- Bom dia, Scully. – eu disse chegando perto do sofá e sentei-me na mesinha de centro.
- Que horas são?
- Nove e qualquer coisa.
- Oi, Mulder. – ela passou a mão pelo rosto.
- Quer café?
- Sim.
Eu fui à cozinha e voltei com uma xícara de café para ela.
Tomamos café juntos, arrumamo-nos e fomos para a casa de Margareth Scully.
- Fox, Dana, que bom vê-los! Feliz Ano Novo! – Maggie nos abraçou efusivamente.
- Feliz Ano Novo, mamãe. – Dana beijou a mãe.
- Vamos entrar, queridos. Fox, e o seu braço? Está melhor?
- Dói bem menos, Sra. Scully. – respondi enquanto adentrávamos a casa.
Maggie não deixou Scully ajudá-la, pois ela deveria cuidar de mim. Logo, Bill e a família dele chegaram. As piadinhas e insultos dele já não me atingiam, porque a dor havia voltado com tudo.
- Hei, Mulder. – Scully veio em minha defesa quando Bill fez uma gracinha sobre o meu silêncio – Você está bem? – ela sentou a meu lado no braço do sofá.
- Sim, estou bem. Estava ouvindo seu irmão falar.
- Vem comigo. Está na hora de seu remédio.
Fomos para a cozinha e ela me perguntou:
- Quer ir embora? Sei que o Bill está chato.
- Não estou nem ouvindo o que ele diz, meu braço voltou a doer.
- Eu sei. O almoço deve sair por volta da uma hora. Vamos lá fora? Assim, você distrai. Não posso te medicar antes de comer algo.
- Não sei se é uma boa. Está frio e eu estou com dor. Não vi mais sua mãe.
- Está babando no neto. Logo, ela vai voltar e ficar de olho no Bill.
- Quero uma taça de champanhe, Scully.
- Eu também. – ela sorriu e eu também sorri – Vamos para meu quarto?
- Vamos.
Subimos e fomos para o antigo quarto dela. Encostei na porta fechada e começamos a nos beijar vorazmente. Quando nos separamos, ofegantes, nós resolvemos deixar a porta entreaberta e fomos sentar na cama.
- Posso me acostumar a te beijar todo dia, Scully.
- Mulder, preciso te confessar uma coisa. – ela me olhou de cima a baixo.
- Não vá dizer que calça jeans preta não combina com camisa azul. – eu brinquei.
- Mulder, eu também estou de azul e preto. Parece que combinamos. – ela riu – Preciso dizer uma coisa a você. – Dana começou a sussurrar – Você beija muito bem.
- E você também. – devolvi no mesmo tom.
- Venha, Mulder. – ela se sentou na cabeceira da cama, ajeitou um travesseiro no colo e outro do lado – Deite aqui, Mulder. Coloque seu braço aqui.
Eu a obedeci. Ela ficou acariciando meus cabelos e contando coisas sobre a infância dela.
Maggie apareceu na porta.
- Interrompo?
- Não, mamãe. – Scully disse sorrindo – Entre.
- Eu só vim avisar que os amigos da família chegaram. Quer ir vê-los?
- Agora, não. – Dana riu – Deixe o Bill achar alguém para conversar.
- O Bill estava te importunando, Fox? – Maggie perguntou de forma materna.
- Não, senhora. Ele estava falando e eu ouvindo.
- Sei, filho. Eu conheço o Bill desde de antes dele nascer. O almoço atrasou um pouco, mas já vou servir.
- Tudo bem. Já vamos descer. – eu respondi e Margareth saiu.
- Está tão íntimo, Mulder.
- Estou com você, Scully.
- Quer mesmo descer, Mulder?
- Quero você. – eu falei acariciando a perna dela.
- Mulder, cuidado! Alguém pode ouvir.
- Tudo bem. Você quer descer?
- Eu não quero. Quero esperar um pouco. A casa deve estar cheia e eu não estou preparada para todos ficarem me olhando. Desde que perdi a Emily e do câncer, as pessoas ficam me olhando diferente. Outra, não quero que as mulheres fiquem babando por você.
- Scully, você já está com ciúmes de mim?
- Sempre tive, Mulder.
- Quer ir para casa?
- Por quê a pergunta, Mulder?
- É que você está tensa…
- Só de pensar nas pessoas que estão lá embaixo, fico tensa mesmo. Deve ter uma dúzia de ex-namorados meus.
- Agora, sou eu quem está com ciúmes, Scully.
- Tudo bem, Mulder. Só há um homem que eu amo. Só há um homem que é o homem da minha vida. Esse homem está no meu colo.
- Dana, eu também te amo.
- Ah, Mulder, como eu queria que tudo fosse diferente.
- Ainda pode ser, Scully. – eu sentei na cama e olhei para ela – Eu prometo que será. Seremos felizes.
- Somos felizes. – ela sorriu – Falou com sua mãe?
- Eu falei com ela há um mês.
- Mulder, eu sei que não deveria me meter, mas…
- Ouça-me, nossa relação é difícil desde o desaparecimento da Samantha.
- E seus pesadelos?
- Essa noite, eu dormi bem. O remédio me relaxou, mas tem noites…
- Se eu puder te ajudar…
- Eu sei, Scully. E você ainda sonha com a Emily?
- Às vezes.
- E suas lembranças do rapto?
- Já foram sonhos mais frequentes.
- Se precisar de mim, sabe onde me encontrar. Scully, acha que devia ver minha mãe?
- Ela está sozinha hoje?
- Este ano, ela está recebendo amigos da Inglaterra, a família da Phoebe.
- Entendi.
- Dana. – Bill Scully bateu na porta – Mamãe está chamando para almoçar.
- Obrigada, Bill. – ela virou para mim e disse – Nós já vamos.
Respiramos fundo e descemos. Passamos quase despercebidos pela multidão. A apetitosa mesa chamou a atenção de todos.
Após o almoço, algumas pessoas vieram falar conosco e Scully resolveu que seria melhor irmos para a varanda, mas não conseguimos ficar lá. Estava nevando. Maggie aproximou-se de nós e disse:
- Estão deslocados, não é?
- Não, mamãe. – Dana tentou amenizar a situação.
- Sra. Scully, eu estou monopolizando sua filha. Não estou bem. – eu falei envergonhado.
- Tudo bem, Fox. – Maggie falou pegando-me pelo braço bom – Quer que eu apresente algumas pessoas para você?
- Não, obrigado. Vou embora logo. – respondi agradecido.
- Não, senhor. – Scully falou meio brava comigo – Eu te levo quando quiser ir. Você ainda precisa tomar o remédio e não vai sair com essa neve.
- Scully, não quero…
- Vamos para a cozinha. – ela me interrompeu.
Nós três fomos para a cozinha. Tomei meu remédio e Maggie sugeriu:
- Por quê não leva o Fox para cima, Dana?
- Vamos voltar para meu quarto, mamãe. Depois do remédio, é bom fazer essa criança grande dormir. – Dana, aproveitando que eu estava sentando, beijou minha testa.
- Oh, esse meninão. – Maggie brincou com meu cabelo e viu Scully ir buscar algo no cômodo ao lado – Cuide dela. A Dana nunca deixou as festas aqui de casa por ninguém.
- Eu que a privo.
- Não é assim, querido. Só peço que cuide dela o melhor que puder. Promete?
- Prometo, Maggie.
- O que você promete, Mulder? – Scully entrou na cozinha novamente.

Continua…

04/08/2019

Fanfic "Arquivo X": Meu Ano Novo, Capítulo 2


Disclaimer: Não são meus e não estou ganhando nada com essa história. Pertencem a 20 th Century Fox, a Chris Carter, a 1013.

Sinopse: Pós Millenium. Ponto de vista de Mulder.
Classificação: 18 anos
----------------------------------------------------------------------------------------------------------

2º Capítulo

Sorri e olhei para a roupa. Vesti-a com cuidado, sentei-me na cama e esperei. Trinta minutos depois, Scully apareceu na porta do quarto. Ela estava linda com um vestido longo branco e sandália branca de salto alto. A maquiagem era leve, com uma sombra em tom azul e um batom vermelho claro.
- Pronto, Mulder?
- Scully, o que você aprontou? – sorri.
- Você vai ver. Venha comigo. – ela sorriu de volta e estendeu a mão para mim.
Levantei-me e fui até ela. Peguei a mão dela, mas ela soltou e me abraçou.
- Fiquei te devendo esse abraço, Mulder. – ela sussurrou.
- Você é maravilhosa. – eu devolvi no mesmo tom.
Chegando na sala, encontrei uma bela mesa com doces e pratos salgados.
- Com os cumprimentos de Margareth Scully.
- Obrigado.
- Vamos comer, Mulder?
- Não precisa perguntar duas vezes.
Nós jantamos felizes.
- Só falta o champanhe, Scully.
- Não vou negar que está faltando o champanhe. Mas você está tomando remédio. Nesse caso, não vai poder beber. Minha mãe mandou uma garrafa para nós.
- Você não quer beber?
- Quero. – ela disse envergonhada.
- Então, beba. Eu não ligo… Desde que você traga um copo de soda para mim.
- Ok. Já venho. Espere-me no sofá.
Vi aquela mulher entrar andar tranquilamente pelo meu apartamento. Levantei e fui sentar no sofá. Eu tinha até esquecido da dor. Logo, ela voltou com uma taça de champanhe e outra com refrigerante.
- Mulder, você sentou no meu lado do sofá. – ela disse espantada.
Era verdade. Eu sempre do outro lado do sofá e, hoje, mudei.
- Puxa, Scully… Acho que…
- Tudo bem. Está aqui sua taça. – Scully sentou sobre uma perna a meu lado.
Nós brindamos:
- A nós. – falamos juntos e bebemos um gole.
Dana olhou o relógio.
- Já passa das três da manhã.
- Ainda, Scully?
- Para você. Eu estou com sono.
- Eu também, para falar a verdade.
- A doa passou?
- Ainda dói como o inferno.
- Não melhorou nem um pouco?
- Um pouquinho, Scully.
- Tudo bem. – ela disse acabando de tomar o líquido da taça e levantando-se do sofá – Acabe seu refrigerante para tomar seu remédio.
Eu obedeci e brinquei:
- Estou com vontade de tomar champanhe.
Scully, que já estava na cozinha, respondeu:
- Já vamos resolver isso.
O que ela quis dizer? Levantei-me e fui até meu quarto pegar um travesseiro e uma coberta.
- O que está fazendo, Mulder? – ela perguntou vendo-me voltar à sala.
- Vou arrumar minha cama. – eu respondi.
- Não, senhor. Eu vou dormir aqui. Você vai dormir no seu quarto. Precisa arrumar uma posição para dormir, colocar o braço esticado em cima de um travesseiro.
- Scully…
- Obedeça-me, Mulder, por favor.
Eu abaixei a cabeça. Ela veio e me abraçou com cuidado.
- Scully…
- Vá trocar de roupa. Ponha um pijama. Eu vou arrumar a sua cama e o sofá. Depois, também vou me deitar.
- Scully, – eu disse passando meu braço bom na cintura dela – eu já disse que você ficou linda nesse vestido?
- Obrigada. – ela acariciou meu cabelo – Vamos?
Fomos até o quarto. Enquanto eu fui ao banheiro trocar de roupa, ela arrumou a cama do quarto e o sofá na sala. Eu demorei pois não sabia o que passava na cabecinha dela. Eu queria entendê-la. Sai do banheiro para encontrá-la, ainda com o belo vestido, acertando os travesseiros na minha cama.
- Ah, você está aí, Mulder. Vem deitar. Vou te colocar na cama.
- E você?
- Já vou deitar. Não se preocupe.
- Você disse que ia resolver minha vontade de tomar champanhe.
- Ok. Você venceu.
Dana veio para mim, colocou uma mão na minha nuca e a outra na minha cintura. Eu a enlacei pela cintura e, então, nós nos beijamos apaixonadamente. As línguas duelando e as almas se unindo. Separamo-nos relutantes, mas precisávamos de ar.
- Passou a vontade, Mulder?
- De beber champanhe, talvez, mas quero te beijar de novo. – eu estava rouco e roubei mais um beijo.
- Você vai ter tempo para isso, mas, agora, precisamos descansar.
- Scully, você vai para a casa de sua mãe mais tarde?
- Pretendo. Quer ir comigo?
- Quero, Scully.
- Estou surpresa. – ela brincou – Eu sabia que você queria ir. Minha mãe já havia mandado te levar comigo.
- Vá trocar de roupa. Eu vou tomar meu remédio e já venho.
- Não. Eu trago o seu remédio. Deite-se devagar. Deixe que eu te ponha na cama.
Eu me deixei levar por ela. Deitei-me na cama. Scully ajeitou meu braço machucado em um travesseiro e eu disse:
- Obrigado, Scully.
- De nada. Não durma antes de tomar o remédio, ok?
Eu a vi saindo do meu quarto e fiquei esperando ansioso que ela voltasse. A dor em meu braço já havia diminuído. Demorou que ela voltasse. Scully já havia trocado de roupa. Estava usando um pijama azul claro que eu adoro.
Ela trouxe o comprimido e um copo de água. Eu me sentei e engoli o remédio. Pus o copo no criado-mudo e falei:
- Scully, não quer dormir aqui?
- Não, Mulder, não posso. Estou confusa, insegura, talvez.
Eu assenti. Tinha que respeitá-la, mas a vontade de dormir ao lado dela era muito grande.
- Tá.
- Desculpe, Mulder.
- Então, – eu deitei novamente – fique até eu conseguir dormir.
- Eu ficarei.
Scully sentou a meu lado na cama, trocamos um beijo singelo e eu dormi quase que imediatamente.

Continua…

03/08/2019

Fanfic "Arquivo X": Meu Ano Novo, Capítulo 1

Disclaimer: Não são meus e não estou ganhando nada com essa história. Pertencem a 20 th Century Fox, a Chris Carter, a 1013.
Sinopse: Pós Millenium. Ponto de vista de Mulder.
Classificação: 18 anos
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
1º Capítulo

Eu não acredito. Eu a beijei. Scully parece ter gostado, mas acho que se arrependeu. Agora, ela está me levando para casa. Não posso dirigir, pois meu braço ainda dói muito, embora eu tenha sido medicado no hospital. Meu carro vem sendo rebocado pelo carro dela. O carro parou.
- Chegamos, Mulder. – Dana Scully sorriu para mim – Precisa de ajuda?
- Não, obrigado. Feliz Ano Novo. Peço-te desculpas por mais uma vez te afastar de sua família. – falei rapidamente e desci do carro.
- Hei, Mulder. – Scully desceu do carro – Sua jaqueta. Está frio. – ela trouxe a blusa.
Eu já estava na escada de meu prédio e ela subiu um degrau a mais para ficar da minha altura.
- Espere eu desatar os carros e estacionar melhor, por favor, Mulder.
Eu assenti e assisti a ela remover a corrente que prendia os carros, estacionar meu carro de forma correta, fechá-lo, ir ao carro dela, pegar uma malinha, o casaco e a bolsa dela. Fechou o carro dela e veio a meu encontro.
- Espero que não se importe. Estou cansada para ir para casa dirigindo. – ela disse acertando a jaqueta nas minhas costas – Dê-me as chaves.
Eu obedeci. Eu não entendia o porquê do comportamento de Scully.
Subimos e fomos para meu apartamento. Ela abriu a porta e nós entramos.
Eu não pretendia falar nada. Enquanto ela trancava a porta e arrumava as coisas dela, eu fui deitar no sofá. Não tinha posição para ficar, então sentei, coloquei minhas pernas em cima da mesinha de centro e encostei a cabeça no encosto do sofá.
- Mulder, liguei para minha mãe e ela vai mandar algumas guloseimas para nós. Mamãe mandou um grande beijo.
- Obrigado.
- Hei, Mulder, é ano 2000. Um novo ano está começando. Alegre-se, por favor. – ela sentou a meu lado e sussurrou – Troque de roupa. Vista-se que vamos comemorar.
- Estou com dor. – eu respondi e olhei para ela. Scully ficou triste. Por isso, consertei – Não sei que roupa pôr, Scully.
- Vista a que está em cima da sua cama. – ela sorriu – Se precisar de ajuda, é só chamar.
- E quem vai buscar o que a Maggie vai mandar?
- E quem disse que vamos sair daqui? Mulder, vá trocar de roupa.
- E você?
- Obedeça-me e verá.
Fui até meu quarto, vi uma calça jeans bege e uma camisa branca em cima da cama. Ao lado, havia um sapato branco. Tinha um bilhete:
“Mulder,
Vista essa roupa e demore 30 minutos em seu quarto. É o tempo que preciso.
Não se assuste comigo. Tomei uma decisão…
Scully”


Continua...

02/08/2019

Fanfic "The Librarians": Não tem outro lugar que eu queira estar


Disclaimer: The Librarians não é meu. Foi criado pelo genial Dean Devlin e a ele pertence.
Sinopse: Cassandra se perdeu nas equações. Stone teme perdê-la e resolve cuidar dela com muita dedicação.
Classificação: 16 anos
Data: 01/12/2017
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
Jacob Stone entrou no Anexo da Biblioteca e foi direto pesquisar nas estantes de arte.
Encontrou Cassandra sentada no chão, encostada em uma das estantes, com os joelhos encolhidos no peito, a cabeça baixa e os olhos fechados. Seu vestido havia subido e mostrava mais do que devia.
- Cassandra? Querida? – Stone chamou. Cassandra não respondeu. Ele chamou de novo – Cassandra? – Jacob ajoelhou-se ao lado dela – Cassandra?
Percebeu então que ela murmurava números de alguma equação matemática complicada.
- Cassandra? – ele tocou-lhe o rosto – Sou eu. Stone. Volte para mim, querida. Lembra o que tem de fazer?
Ela não respondeu. Um tremor passou por seu corpo. Stone segurou-a para que não caísse no chão.
- Cassandra, querida, volte, por favor. – Stone falou ajeitando-a em seu colo – Baird! – gritou chamando a Coronel – Baird, preciso de ajuda! Baird!
A Coronel Eve Baird veio correndo e viu Stone tentando trazer Cassandra de volta.
- Baird, ela não volta! – ele falou exasperado.
- Calma, Stone. – Baird ajoelhou-se e colocou as mãos nos braços de Cassandra – Ruiva, volte. Está tudo bem. Jenkins! – Baird gritou.
Jenkins chegou e falou:
- Eu tenho algo para trazê-la de volta. – Logo, Jenkins voltou com um frasco com um líquido roxo e deu para Baird – Dê para ela e, depois, deixe-a descansar.
Baird administrou o líquido à Cassandra, que estalou os olhos abertos.
- Hei, Cassandra. – Baird acariciou-lhe o rosto – Sabe o que aconteceu?
- Eu me perdi nas equações. – Cassandra olhou Baird assustada – Quanto tempo?
- Não sei. Stone te encontrou. – Baird explicou.
- Stone? – Cassandra percebeu as mãos fortes de Stone em volta dela e colocou as mãos dela por cima – Obrigada.
- Você está bem? – Stone perguntou.
- Cansada. – Cassandra deitou a cabeça no peito de Stone.
- Vamos levá-la para o quarto. – disse Jenkins estendendo a mão para ajudar a levantar.
Baird levantou-se e ajudou a levantar Cassandra.
- Vou te pegar no colo. – Baird falou para Cassie.
- Não, Baird. Pode deixar que eu a levo. – Stone já havia levantado do chão e pegou Cassandra no colo – Está tudo bem?
Cassandra apenas afirmou com a cabeça e deitou no ombro de Stone. Ao chegar no alojamento, ela já dormia sonoramente. Stone depositou-a com carinho na parte inferior do beliche.
- Vamos observá-la. – disse Baird – Eu pego o primeiro turno.
- Não, Baird. – Stone falou – Eu te imploro que me deixe cuidar dela.
- Stone!
- Eu vou ficar com ela até saber que ela está melhor. – Stone falou e abraçou a Coronel – Por favor.
- Tudo bem. Descanse um pouco.
Stone deitou na cama de baixo do outro beliche e ficou observando Cassandra.
Cassandra acordou confusa. Logo, ouviu alguém dizer:
- Cassie, você está na Biblioteca.
- Jake? – ela piscou.
- Sou eu, querida.
- Jake, foi um sonho estranho. – ela sentou na cama.
Stone rapidamente saiu de onde estava deitado e sentou ao lado dela.
- Como se sente?
- O que aconteceu? Eu só me lembro de estar fazendo as minhas equações e de acordar com você, Jenkins e a Baird em volta de mim. Acho que me perdi nas equações.
- Eu te encontrei parada e murmurando. De repente, você começou a tremer e caiu para o lado. Eu te segurei e não consegui fazer você voltar. Então, chamei a Baird. O Jenkins te deu alguma coisa e você voltou.
- Ah!
- Eu fiquei desesperado, Cassie. Querida, eu nunca fiquei tão assustado.
- Obrigada por me encontrar. – Cassandra abraçou-o.
Stone olhou-a com carinho e trouxe os lábios dela para os dele. Beijou-a apaixonadamente.
Stone fez Cassandra deitar e colocou seu corpo sobre o dela.
- Está tudo bem, querida?
- Tudo ótimo. – ela sorriu – Eu só… Nunca…
- Você quer ser minha?
- Sim. Já li sobre como ocorre o ato.
- Cassie, eu te amo e vou mostrar isso fisicamente. Posso parar se não quiser.
- Não pare. – Cassandra puxou-o para beijá-la novamente – Eu amo você. Tenho sentimentos por você. Não tem outro lugar que eu queira estar.
Baird entrou no quarto e viu as roupas espalhadas pelo chão. Sorriu e saiu do quarto. Jacob e Cassandra estavam dormindo abraçados, debaixo das cobertas, satisfeitos por estarem juntos.

Fim

01/08/2019

Fanfic "Arquivo X": A escuridão e a luz


Disclaimer: Não são meus e não estou ganhando nada com essa história. Pertencem a 20 th Century Fox, a Chris Carter, a 1013.
Sinopse: Pós Folie à Deux.
Data de início: 11/02/2019
Data de término: 12/02/2019
Classificação: 12 anos
---------------------------------------------------------------------------------------------------------
Dana Scully bateu a porta do apartamento de Fox Mulder. Não foi atendida. Bateu novamente e chamou:
- Mulder, sou eu. – Scully falou preocupada – Mulder, por favor…
Mulder abriu aporta devagar. O apartamento estava todo aceso.
- Hei. – ele falou.
- Hei, Mulder. Você está bem? – Scully falou consternada.
- Sim. Entre. Só não repare na bagunça.
- Mulder, você está com todas as luzes acesas. – Scully constatou e pegou a mão dele ao fechar a porta – Você conseguiu cochilar?
- Não. Talvez, eu tenha medo de escuro.
- Ah, Mulder. – Scully conduziu-o para o sofá – Vamos apagar algumas lâmpadas?
- Não!
- Não vou apagar tudo. Somente as que não vamos usar. Tudo bem? – Scully acariciou os cabelos castanhos do parceiro.
- Tudo bem. – Mulder assentiu.
Scully apagou as luzes da casa e deixou somente a da sala acesa. Sentou-se ao lado de Mulder no sofá.
- Eu vou ficar aqui com você. Não precisamos ter medo.
- Scully, não…
- Mulder, eu também vi. – Scully segurou as mãos dele – Eu te entendo. Você estava sob pressão.
- Scully, quer falar sobre isso?
- Eu entendo o que sentiu. Desculpe por não ter acreditado.
- Está tudo bem, Scully. O que você sentiu?
- Eu odiei te ver internado, tratado como demente.
- Isso ninguém pode fazer a não ser você, não é? – Mulder brincou.
- Eu te conheço como a palma da minha mão, Mulder. – Scully acariciou o rosto de Mulder – Eu sei quando está sendo você ou…
- Um lunático. – Mulder sorriu e pregou a mão dele para beijar – Scully, você pode ter sido influenciada por mim.
- Mulder, eu deveria acreditar mais em você. – Scully falou.
- Hei, Scully, você tem seu modo de pensar e acreditar. Sua mão está me mostrando o quão tensa você está. – Mulder começou a massagear alguns pontos na mão de Scully – Nós somos diferentes e é por isso que nossa relação dá certo.
- Mulder, eu nem sei direito.
- Scully, por que não deita e relaxa? O sofá está cheio de calombos, mas posso dar um jeito nisso. – Mulder colocou a mão dela na coxa dela.
- Mulder, eu não quero que tenha medo do escuro. – Scully ficou em pé – Eu não quero temer te perder. Eu não quero você longe de mim. Eu não quero perder você.
- E o que você quer então? – Mulder ficou em pé também.
- Eu… quero…
- Scully, o que você quer? Fale-me. Sabe que faço qualquer cosia por você. – Mulder tirou uma mecha de cabelo do rosto dela e posicionou a mão na nuca dela.
- Eu quero que continue, Mulder.
- A fazer o quê, Scully? – Mulder aproximou seu rosto do dela – Consegue me dizer?
- Mulder… – Scully sussurrou – Ah, Mulder… – ela colocou as mãos nos ombros dele.
Mulder sorriu e foi, aos poucos, aproximando-se do rosto de Scully. As bocas se uniram em um frenesi. O beijo durou tempo suficiente para o casal demonstrar o que sentia.
Separaram-se e olharam-se profundamente.
- Mulder, eu quero ser sua. – Scully sorriu.
- Eu não pensei na nossa primeira vez no sofá. – Mulder sentou-se no sofá e puxou Scully para o colo dele.
- Quero ficar perto de você. – Scully aninhou-se no peito de Mulder.
- Isso deve ser uma alucinação. – Mulder riu – Quero ficar agarrado com você em meio à essa loucura coletiva.
Mulder e Scully apagaram a luz juntos e voltaram a se beijar.

Fim