27/03/2019

Fanfic "Arquivo X": Retornando para casa, Capítulo 7


Disclaimer: Não são meus e não estou ganhando nada com essa história. Pertencem a 20 th Century Fox, a Chris Carter, a 1013.

Sinopse: Pós 11ª temporada. Começa imediatamente após a cena final. Scully continua a ter forte ligação com Jackson e tem de lidar com os altos de baixos da gestação.
Data de início: 05/04/2018
Data de término: 03/07/2018
Classificação: 18 anos
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7° Capítulo

Scully viu Mulder entrar no quarto e sorriu:
- Está usando meu perfume favorito, Mulder.
- Oi, Scully. – Mulder beijou-a nos lábios – Como se sente?
- Ainda com um pouco de dor, mas eu estou bem.
- Eu sei, querida.
- Quero ir para casa, Mulder. – Scully falou.
- Aguenta mais um pouco, por favor. – Mulder pediu.
- E minha surpresa?
- A surpresa era muito grande para embrulhar, mas vou pegar. Só um minuto.
Mulder saiu do quarto e pegou William pelo braço.
Scully viu William entrar no quarto e sorriu entre lágrimas.
- Oi, Dana. – William aproximou-se da cama e segurou a mão dela – Como você está?
- Estou bem. E feliz em te ver. – Scully apertou a mão dele.
- E a minha irmã?
- Está bem. Foi só um susto. – Scully enxugou as lágrimas com a mão livre – Obrigada pelo presente, Mulder.
- Que bom que gostou. – Mulder arrepiou o cabelo de William.
- Dana, eu vou ficar com vocês. – William falou.
- Não faça isso comigo. – Scully falou chorando.
- Dana, não chore. – William beijou a mão dela.
- Hei, Scully. – Mulder sentou na cama e acariciou a perna dela – Não chore. Está tudo bem, meu amor.
- Mulder, eu quero ir para casa. – Scully demandou.
- Ainda não, Dana. – a Dra. Jasmine Trey entrou no quarto.
- Oi, Jasmine. – Scully sorriu – Estes são William e Mulder.
- Já conheço o papai. – a médica sorriu – Mais dois dias, Dana. Ainda teve cólica hoje e os seus enjoos estão muito frequentes ainda. Vamos te monitorar e hidratar.
- Jasmine, eu posso me cuidar em casa.
- Nós, médicos, somos os piores pacientes.
- Jasmine, eu quero ficar com o Mulder e com o meu filho. – Scully argumentou.
- Mais dois dias, Dana. – a médica falou – Enquanto isso, pode ser paparicada pelo papai e pelo filhão aqui no hospital.
- Obrigado, Jasmine. – Mulder sorriu vendo a médica sair.
- Mais dois dias… – Scully repetiu – Will, você me espera voltar?
- Claro. Eu não vou embora mais. – William falou e apertou a mão de Scully – É sério.
- Ok. – Scully suspirou – Mulder, estou louca por uma coisa.
Mulder sorriu e ficou em pé. Deu a volta na cama e sentou no lado oposto à William. Acariciou a barriga de Scully com carinho.
- Vocês são telepatas? – o jovem perguntou.
- Nós nos amamos muito. – Scully respondeu.
- Dana, você passou muito mal quando estava me esperando? – William quis saber.
- Eu senti enjoo e tive tontura. – Scully respondeu.
- E algo como o que teve? – o moço quis saber.
- Tive dor abdominal, alguns sangramentos e uma ab-rupção da placenta. Mas você nasceu saudável, chorando a plenos pulmões e mamando bem. – Scully explicou serena – Você era loirinho e seus olhos eram azuis.
- Não, Scully. – Mulder falou – Quando nasceu, você era careca.
- É, Will. Você era careca com uma penugem loira na cabeça. – Scully riu – Você foi muito desejado, amado, esperado.
- O Mulder me contou tudo o que aconteceu. – William explicou.
- Mas nós te amamos muito. – Mulder falou.
- Mulder, eu senti o amor de vocês pelo tão esperado filho. – William falou.
- Aqui não é o lugar para falarmos disso. – Mulder disse – Talvez seja o momento certo, mas não o lugar.
- Mulder querido, – Scully começou – podemos ser discretos e o William tem de se comprometer a se comportar e não mudar de personalidade.
- Ok. – William começou a acariciar a barriga de Scully também.
- Eu posso tentar ser discreto. – Mulder continuou a acariciar a barriga de Scully.
- Vocês dois vão me fazer dormir desse jeito. – Scully riu.
- Ela está falando comigo desde que eu cheguei. – William disse – Eu achei bom acariciar sua barriga.
- Eu confesso que pouco acariciei a barriga que gestava você. – Mulder falou.
- Aproveite sua filha, Mulder. – William falou ressentido.
- Isso não quer dizer que eu não te amei. – Mulder parou de acariciar a barriga de Scully e segurou a mão de William.
- Eu sinto o seu amor, Mulder. – William sorriu – Dana, quer me contar a sua versão?
Scully contou tudo o que aconteceu na vida dela e Mulder de forma resumida.
Anoiteceu. A enfermeira Morgan entrou e falou:
- Ah não! Vou ter que expulsar o Sr. Mulder de novo.
- Queridíssima, eu já vou embora. Eu não vivo sem a Scully. – Mulder sorriu.
- Seu filho é sua cara, Sr. Mulder. – a enfermeira disse enquanto administrava a medicação à Scully – Dana, posso expulsá-los?
- Espere, enfermeira. – Scully puxou Mulder para um beijo apaixonado.
- Viva os hormônios da gravidez. – a enfermeira começou a aferir os sinais vitais – Coloque seus homens para fora, Dana.
- Tchau, Mulder. – Scully beijou os lábios dele mais uma vez.
- Tchau, Scully. – Mulder sorriu.
- Will, até amanhã? – Dana abriu os braços para o moço.
- Sim, Dana. – William abraçou-a com cuidado – Obrigado.
- Cuida do Mulder, tá?
- Pode deixar! – William separou-se dela e beijou-lhe a barriga por cima da roupa – Tchau, pequena. Te amo.
- Vai, menino. Leve seu velho para casa. – a enfermeira sorriu vendo Mulder e William saindo do quarto – O filho do seu esposo é a cara dele.
- Morgan, o William não é… – Scully começou a falar, mas sorriu – Ele é nosso filho.
- Desculpe, Dana. – a enfermeira falou envergonhada – Eu não sabia.
- Ele será adotado em breve por Mulder e por mim. – Scully explicou.
- Ah… Mas, o moço é tão parecido com o Sr. Mulder. – comentou Morgan.
- Impressão sua, Morgan. – Scully riu nervosa.
- Dana, não fique nervosa. Faz mal para você e seu bebê. Desculpe-me por ter sido curiosa demais. – a enfermeira falou medicando-a – Descanse. Ficarei de plantão essa noite. Chame se precisar.
No dia seguinte, Mulder acordou com um barulho na cozinha. Panelas caindo. Um xingamento e um suspiro.

Continua…

26/03/2019

Fanfic "Arquivo X": Retornando para casa, Capítulo 6

Disclaimer: Não são meus e não estou ganhando nada com essa história. Pertencem a 20 th Century Fox, a Chris Carter, a 1013.
Sinopse: Pós 11ª temporada. Começa imediatamente após a cena final. Scully continua a ter forte ligação com Jackson e tem de lidar com os altos de baixos da gestação.
Data de início: 05/04/2018
Data de término: 03/07/2018
Classificação: 18 anos
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6° Capítulo

- Ele se foi, Dana. – Mulder abraçou-a carinhoso – Nós sabíamos que isso ia acontecer.
- Mas… – Scully começou a chorar – Fomos uma família.
- Ele sabe que pode voltar quando quiser.
- Será que ele vai voltar? – Scully chorou ainda mais.
- Meu amor, acalme-se. – Mulder acariciou as costas dela.
- Preciso me deitar. – Scully falou e afastou-se de Mulder.
Uma semana se passou.
Mulder estava deitado no sofá, quando ouviu Scully descer as escadas.
- Hei, querida. – ele falou, mas não obteve resposta – Tem torta na geladeira. Consegue comer agora?
- Mulder. – Scully falou baixo – Me ajuda.
Mulder ficou em pé como um raio e correu par ao lado de Scully.
- Estou com dor na parte inferior da barriga. – Scully falou – Muita dor. Precisamos…
Mulder não a deixou terminar. Ergueu-a em seus braços e, em minutos, estavam na estrada.
- Vai dar tudo certo, Dana. – Mulder repetia tentando ficar tranquilo e tranquilizar Scully.
- Mulder, desculpe. – Scully chorava com as mãos na barriga.
- Estamos chegando ao hospital. Vai dar tudo certo.
Mais tarde, a médica saia do quarto de Scully.
- Sr. Mulder, já pode entrar. Está tudo bem com a mamãe e o bebê. – a Dra. Sarkisian falou.
- Obrigado. – Mulder entrou no quarto – Hei, Scully.
- Oi, Mulder. – Scully respondeu e sorriu fracamente.
- Como se sente?
- Eu estou bem. – Scully respondeu esticando a mão para segurar a de Mulder.
- A médica vai te segurar aqui por uns dias. – Mulder sentou na cadeira ao lado e apertou a mão dela.
- E você vai para casa. – Scully ordenou.
- Talvez quando amanhecer, Dana. Estou cansado para dirigir.
- Mulder, eu sonhei com ele.
- Por isso, tece cólica?
- Talvez.
- Como foi o sonho?
- William me disse que estava bem e voltaria logo. Está com saudades.
- Ok. – Mulder sorriu e soltou a mão de Scully – Quer alguma coisa?
- Não.
Mulder começou a acariciar o ventre de Scully.
- Como está linda!
- Mulder… É tão bom ter você aqui.
- É bom estar com você. Sempre.
- Se eu estiver melhor amanhã, você me ajuda a ir para casa?
- Fugir do hospital? Legal! – Mulder riu.
- Mulder, vai para casa. Eu preciso de roupas.
- Depois, Scully. Estou com sono. – Mulder ajeitou-se na cadeira – Boa noite!
Pela manhã, Mulder saiu do quarto e estava no corredor quando viu um rosto familiar.
Seguiu o garoto loiro e colocou a mão no ombro dele.
- O que está fazendo aqui?
- Senhor, eu não sei do que está falando.
- Você resolve assumir a forma do garoto que idealizamos como filho e acha que não vou te reconhecer?
- Como? O senhor deve estar me confundindo.
- Você não vai ver a Scully.
- Senhor?
- Pare de fingir, Jackson.
O moço assumiu sua forma original e falou:
- Eu só quero vê-la e falar com ela.
- Só por cima do meu cadáver.
- Mulder, por favor.
- Eu a fiz dormir há pouco. Não vai acordá-la.
- Eu senti quando ela sentiu dor. Como está a Dana? E a bebê?
- Estão bem. Agora, você vem comigo. – Mulder pegou-o pelo braço.
- Sim, senhor. – William deixou-se ser levado.
- Vejo que encontrou seu pai. – a enfermeira falou para William.
- Sim, obrigado, enfermeira. – Mulder respondeu.
- Desculpe, Mulder. – William falou – Está difícil manter uma só aparência.
Ao chegar ao carro, Mulder falou:
- Lembre de nossos exercícios. Pense em algo bom.
- Só isso?
- Você em que relaxar. Quero você original.
- Então, volte a me chamar pelo meu nome: William.
- Concentre-se, Will.
William concentrou-se e voltou ao normal.
- Obrigado.
- Agora, entre no carro. – Mulder ordenou.
William obedeceu. Entrou no carro e jogou a mochila no banco de trás.
- Eu nunca obedeci a ninguém como a você, Mulder. Você tem poder sobre mim.
- Não seja cínico. Diga-me o que você quer. – Mulder deu partida no carro.
- Voltar a existir. Ter uma vida. Controlar meus poderes. Ver a Dana. – William bocejou.
- Descanse. Quando chegarmos em casa, você vai tomar um bom banho e dormir. Voltaremos ao hospital mais tarde.
- E a Dana?
- Ela precisa de descanso também.
- Vocês brigaram?
- Digamos que nós não temos nos falado por sua causa.
- Você tem sido forte para ela.
- Isso. E pode parar a análise, mocinho.
- Cara, você é fodástico. Eu adoraria ser seu filho de verdade.
- Acho que… Obrigado. – Mulder suspirou – Você poderia ter avisado que ia embora.
- Fiz merda, eu sei.
- A Dana ficou vários dias no quarto sozinha. Chorando de novo por você.
- Eu vim para ficar agora.
- Duvido.
- Mulder, é sério. Quero voltar a existir.
- Não é fácil assim.
- Você passou por isso.
- Três vezes. Não foi fácil reaver meus documentos e voltar ao mundo dos vivos.
- Mulder, eu me lembrei de você. De estar no seu colo horas depois de nascido. E de seu rosto nas fotos que a Dana me mostrava. Lembro de ouvir tua voz, longe, mas era tua voz.
- William, eu gostaria de não falar sobre isso agora.
- Desculpe.
- William, eu vou descansar um pouco. – Mulder estacionou na frente da casa – Pode vir comigo, se quiser.
- Depois de um banho, posso me deitar na sua cama?
- Claro. – Mulder sorriu.
Pouco tempo depois, Mulder estava deitado em seu quarto.
- Mulder? – William apareceu na porta do quarto.
- Vem deitar. – Mulder bateu na cama.
- Obrigado. – William deitou-se e ajeitou-se na cama.
- Eu me sinto seu pai. – Mulder declarou ao ver o moço deitar a seu lado.
- E eu quero que você seja meu pai. – o moço respondeu abraçando Mulder.
- Dorme, meu filho. Eu estarei aqui. – Mulder ajeitou o moço a seu lado e dormiram.
William acordou com Mulder falando ao telefone e acariciando a cabeça dele.
- Mais tarde, estarei aí. E vou levar uma surpresa. – Mulder suspirou – Chocolate não. Deixa você enjoada. É algo melhor. – mais uma pausa – Tá bom, Scully. Eu te amo.
Mulder desligou o celular e olhou William:
- Oi.
- Oi, Mulder. A Dana está bem?
- Sim. Louca pra sair do hospital.
- E eu sou a surpresa?
- Isso mesmo, William.
- Podemos conversar agora?
- Desculpe pela forma como te tratei.
- Eu entendi tudo. Quero pedir uma coisa.
- O que?
- Posso ter uma conversa de filho para pai?
- Pode. Claro! – Mulder continuou acariciando a cabeça do jovem.
- Eu estou com outra namorada. – William declarou esperando uma reprovação de Mulder, como ele nem se manifestou, Will continuou – É a Maddie, irmã de uma das minhas ex.
- Ela que me deu a dica para te encontrar.
- A Maddie é um doce.
- Você tem que respeitá-la.
- Eu fui um canalha até agora.
- Filho, você gosta dela?
- Gosto.
- Bom, namore, tenha cuidado, use proteção e trate-a bem. Deixe-me pensar o que um pai deve falar para um filho.
- Você e a Dana brigaram por minha causa?
- A Scully ficou dois dias reclusa, chorando e muito enjoada. Depois, ela ficou irritada, porque eu não quis falar muito sobre você. Mas, não foi uma briga. Falamos pouco durante esses dias.
- Ela se sentia mal quando estava me esperando?
- Eu preciso te dizer que eu não acompanhei a gestação no início. – Mulder contou a história da vida dele para William.
- Puta que pariu! Que história foda! – William exclamou.
- Se fosse em outros tempos, eu ficaria puto e corrigiria teu palavreado.
- Mulder, você e a Dana são as pessoas mais legais da face da Terra.
- Fico melhor, hein? – Mulder beijou a testa do moço – Eu adoraria ser seu pai.
- Eu não aceito que seja seu… irmão. – William fez cara de nojo – Quero que seja meu pai. Você não pode me adotar?
- Não é tão simples.
- Quer que eu peça à Dana?
- Vamos conversar a respeito, mas assim que a Scully estiver melhor.
- Vai passar a noite com ela no hospital?
- Eu gostaria, mas podemos fazer a noite dos meninos. – Mulder riu.
- Posso dirigir?
- Não. – Mulder ficou sério – Só quando existir novamente.
- E você vai me ajudar?
- Sim. Eu vou. Agora, vamos ver a Scully.

Continua…

Doações para as vítimas do Incêndio da Comunidade do Cimento

Caros leitores,
Caras leitoras,

Estive com algumas famílias que perderam tudo com o incêndio na Comunidade do Cimento, na Mooca, um dia antes da reintegração de posse.

As famílias estão em ocupações, porque a Prefeitura não tinha local para alojar as pessoas. Em condições subumanas estão tentado refazer as vidas.

Comoveu-me muito ver as crianças tristes porque, além de ter o local que moravam queimado, perderam o uniforme e o material escolar.

Algumas doações já chegaram, porém são muitas crianças e precisamos arrecadar os itens perdidos.

De acordo com a SME e a FDE, os itens fornecidos são:

- CEI: 1 agenda escolar e 1 caixa de giz de cera (12 cores)

- Educação Infantil: 1 agenda escolar, 1 estojo, 2 apontadores com depósito, 2 borrachas brancas, 1 caderno de desenho - 96 folhas, 1 caderno de desenho (48 folhas), 12 canetinhas hidrográficas, 2 colas brancas, 1 caixa de giz de cera (12 cores), 2 caixas de lápis de cor (12 cores), 4 lápis grafite n°2, 2 massas para modelar, 1 tesoura sem ponta e 1 caixa de tinta guache (pintura a dedo - 6 cores)

- Ensino Fundamental I (1° ao 5° ano): 1 agenda escolar, 1 estojo, 2 apontadores com depósito, 2 borrachas brancas, 1 régua 30 cm, 4 cadernos brochurão (80 folhas), 1 caderno de desenho (96 folhas), 12 canetinhas hidrográficas, 2 colas brancas, 1 caixa de giz de cera (12 cores), 1 caixa de lápis de cor (12 cores), 4 lápis grafite n°2, 4 canetas esferográficas azul, 1 tesoura sem ponta.

Outros itens fundamentais são necessários:

- Itens de higiene (sabonete, shampoo, pasta de dente, escova de dente, pente, etc)
- Fraldas para as crianças M, G, GG, EG
- Calçados (infantis e adultos)
- Alimentos não perecíveis

As doações devem ser entregues na Paróquia São Miguel Arcanjo, sita à Rua Taquari, 1100 - Mooca, nos seguintes horários:

(Atenção aos horários!!!)

- Segundas, terças, quintas e sextas-feira - das 07h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h00
- Sábados - das 07h30 às 11h30
- Domingos - apenas nos horários de Missa - 07h00 e 18h00

25/03/2019

Fanfic "Arquivo X": Retornando para casa, Capítulo 5


Disclaimer: Não são meus e não estou ganhando nada com essa história. Pertencem a 20 th Century Fox, a Chris Carter, a 1013.

Sinopse: Pós 11ª temporada. Começa imediatamente após a cena final. Scully continua a ter forte ligação com Jackson e tem de lidar com os altos de baixos da gestação.
Data de início: 05/04/2018
Data de término: 03/07/2018
Classificação: 18 anos
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5º Capítulo

Mulder levantou do sofá rapidamente, tirou a coberta de cima deles e pegou Scully pelos braços.
- Mulder? – Dana falou focalizando os olhos no rosto dele.
- Sou eu, Scully. O que foi, meu amor? – Mulder tirou uma mecha de cabelo do rosto de Scully.
- Eu o vi. – Scully abraçou Mulder.
- Você está bem? – Mulder acolheu-a em seus braços.
- Sim. É a primeira vez que eu o vejo sem estar passando mal.
- O que viu? – Mulder afastou-se o suficiente para voltar a sentar no sofá e abraçar Scully novamente – Quer contar?
- Ele está observando a casa. A nossa casa. Na chuva. – Scully sentou-se reta – O William está lá fora.
- Ele quer nos ver? – Mulder afastou-se de Scully.
- Não sei. Mulder, eu quero ir até ele.
- Scully, será que ele quer nos ver? Eu acho melhor esperar que ele venha até nós.
- Está chovendo, Mulder. Está frio.
- Eu sei. Também quero ir pegá-lo e trazê-lo para dentro, mas precisamos saber se é o que ele quer.
- Mulder, o que devemos fazer?
- Esperar.
- E o que fazemos enquanto esperamos?
- Tenho meia dúzia de ideias. – Mulder ergueu as sobrancelhas sugestivamente.
Scully riu e voltou a aconchegar-se ao corpo de Mulder.
- Preciso tirar um cochilo.
- Estarei aqui. – Mulder ajeitou-a e beijou os cabelos dela – Descanse.
Scully dormiu e Mulder desligou a televisão. Colocou-se em alerta para quaisquer movimentos ou sons vindos do exterior da casa.
Uma hora se passou. Scully acordou e encontrou Mulder sorrindo.
- O que foi? – ela sorriu de volta.
- Ver sua barriga crescer é demais! – Mulder acariciou o ventre de Scully.
- Hoje, parece maior, né?
- Linda! – Mulder beijou os lábios de Scully.
Os beijos intensificaram-se. O casal foi interrompido por batidas na porta.
Mulder e Scully entreolharam-se e ficaram em pé. Devagar, dirigiram-se à porta. Quando abriu a porta, Mulder deparou-se com a figura de Jackson VanDeKamp.
- Oi! – o moço falou.
- Oi. – Scully sorriu e abriu mais a porta – Entre.
- Obrigado. – o moço abraçou-a carinhoso.
- Obrigada por me mostrar seu rosto. – Scully abraçou-o com força.
- Ah! Eu estou todo molhado. Desculpe! – ele se afastou de Scully e olhou Mulder – Posso te abraçar?
Mulder abraçou os braços e recebeu o jovem calorosamente.
- Oi.
- Oi. – o moço tremeu.
- Está frio, né? Quer tirar essa roupa molhada e colocar uma seca?
- Minha mochila está ensopada. – Jackson falou buscando calos no abraço de Mulder.
- Vem comigo. – Mulder falou enquanto Scully fechava a porta – Vamos te esquentar.
O casal levou o jovem para o andar de cima da casa. Enquanto Mulder ajudava-o no banho, Scully separava uma roupa quente do parceiro para vestir o moço.
Logo, os três estavam na cozinha, compartilhando uma sopa de legumes.
- Obrigado por me receberem. Sei que tenho muito o que explicar…
- Hei. – Scully falou – Está tudo bem. Estamos felizes que você veio até nós. Eu estou feliz em ver teu rosto.
- Ah, Dana… Posso te chamar assim, né? – o jovem perguntou.
- Claro. Como você quer que te chamemos? – Scully quis saber.
- O Jackson foi dado como morto. Eu tenho usado o nome dado pela Dana na estrada. Vocês já se referiram a mim como William antes. Então, eu sou o William. – o moço falou – Expliquei demais, né?
- William. – Mulder experimentou – Gostei.
- Posso te chamar de Mulder/ - William perguntou.
- Claro. Como você se sentir à vontade. – Mulder sorriu.
- Obrigado por me deixarem ficar aqui. – William serviu-se novamente – Essa sopa está muito boa.
- Que bom que gostou. – Scully falou – Esta à sua casa. Você sempre terá este lugar como sua casa.
- Você terá esta casa como seu refúgio. – Mulder completou – E pode ficar o tempo que quiser.
- Obrigado. E seu eu quiser ficar para sempre? – William perguntou.
- Você é quem sabe, filho. – Scully disse sorrindo.
- O jantar estava muito bom, Mulder. – William sorriu – Eu lavo a louça.
- Não precisa, Will. – Scully falou – Eu lavo.
- Dana, por favor. – William colocou a mão no braço dela – Eu faço questão.
Mais tarde, os três estavam sentados na sala em um silêncio desconfortável.
- Bom, nós temos quarto disponíveis. – Scully falou ficando em pé – Vou arrumar uma cama para você.
William abraçou-a carinhoso e falou:
- Não se preocupe, Dana. – separou-se dela – Eu me ajeito em qualquer lugar.
- Você passou muito tempo na estrada. É hora de dormir em uma cama limpa. – Mulder falou bocejando.
William abaixou-se e acariciou a barriga de Scully.
- Como está minha irmãzinha? – ele beijou a barriga dela.
- William? – Scully acariciou a cabeça do jovem.
- Eu sei que não sou filho de vocês. – William ficou em pé e reto – Mulder e Dana, eu quero me sentir dentro de uma família de novo. Da sua família. E tenho uma conexão com a bebê.
Scully ficou atônita. Mulder abraçou-a e acariciou a cabeça de William, dizendo:
- Vamos descansar?
- Sim, Mulder. – William sorriu.
- Espere que eu já trago roupa de cama… – Mulder falou, mas foi interrompido pela mão de Will em seu braço – O quê?
- Posso dormir com vocês? Sei que já sou um homem, mas… – William falou e parou.
- Pode. – Scully sorriu e pegou-o pela mão.
- Pode sim. – Mulder abraçou-o.
Na cama, William acomodou-se abraçado com Scully, que o ninava.
- Vou ficar no sofá. – Mulder deu um leve beijinho nos lábios de Scully.
- Nada disso. – William falou – Eu preciso me manter aquecido e você é um forninho.
- Mulder, fica. – Scully pediu.
- Ok. – Mulder ajeitou-se na cama e recebeu William nos braços – Você ainda está com frio?
- Sim. – William aconchegou-se ao abraço.
- Está tudo bem. Você está a salvo. – Mulder assegurou William.
Mulder observava Scully dormir com as duas mãos na barriga.
- Está acordado, Mulder? – William perguntou levantando a cabeça.
- Sim. – Mulder respondeu.
- Você é um ótimo travesseiro. – Will riu e sentou na cama – Não consegui dormir.
- Nem eu. – Mulder olhou-o – Vamos descer um pouco?
Mulder e William sentaram-se à mesa.
- Quer chá? Refrigerante? – Mulder ofereceu servindo-se uísque.
- Só se for batizado com o que vai beber, Mulder. – William respondeu.
Mulder riu e colocou um pouco de uísque no chá que serviu para William.
- Não conte à sua mãe.
- Ok, Mulder.
Os dois riram.
- Por que voltou? – Mulder perguntou.
- Precisava de ajuda.
- Para?
- Aquietar. Tanto a mente como o corpo. Estou fugindo há muito tempo. Já senti que estou seguro e quero ter uma vida meio normal.
- Normal…Eu já quis isso.
- E conseguiu. Uma esposa que te ama e uma filha pra nascer.
- William, nós passamos por muitas coisas.
- Eu não vou fugir. Pelo menos, não agora.
- Não faça isso com a Dana.
- Ela não sofreu dessa vez.
- William, nós sabemos da verdade. Tivemos a perda do filho que foi tão desejado e amado. Mas, ganhamos uma segunda chance. Uma chance de retornarmos para casa. Retornarmos para tudo o que sonhamos juntos.
- Eu me comunico com a nenê.
- William, eu te peço, por favor, que não mexa com a cabeça da Scully, nem com o coração dela.
- Eu quero ser amado, acarinhado, querido…
- E você é, William. – Scully entrou na cozinha e sentou no colo de Mulder.
- Hei, você está bem? – Mulder beijou a bochecha dela.
- Senti falta do seu perfume e do calor de vocês na cama. – Scully beijou-o de leve nos lábios – Will, você é amado por nós. Só que tem de deixar que nós te amemos.
- Eu senti o quanto você me ama, Dana, mas ainda tenho tantas questões em aberto.
- Eu posso te ajudar. – Mulder ofereceu – Se você quiser, é claro.
- Quanto tempo ficará conosco? – Scully quis saber.
- Não sei, Dana. – William respondeu sorvendo o chá – Só sei que será por alguns dias.
- Muito bem. É o suficiente para nós. – Mulder sorriu.
- Posso acariciar sua barriga de novo, Dana? – William pediu.
- Pode. – Scully saiu do colo de Mulder e sentou-se na cadeira – Ainda é cedo para qualquer movimento do bebê, mas pode falar que o feto ouve.
- É uma menina! – William ajoelhou-se ao lado de Scully, colocou a mão na barriga dela e falou – Agora, estou aqui, querida. Nada vai te fazer mal. Docinho, sou seu irmãozão e vou te proteger.
Scully sufocou um soluço e foi abraçada por Mulder.
- Tudo bem, Scully. Não chore.
- William, eu não posso me emocionar muito. – Scully acariciou a cabeça do moço – Não faz assim comigo.
- Você me ama. O Mulder me ama. E essa menina me venera. – William falou voltando a sentar na cadeira.
- Você é muito amado, Will. – Mulder falou – Só precisa nos deixar te amar.
- Ok. – o moço suspirou e terminou o chá.
- Volte a dormir, Scully. – Mulder sugeriu.
- Eu vou voltar, sim. O cheiro do uísque está me deixando enjoada. – Scully falou saindo da cozinha.
Amanheceu. Mulder foi o primeiro a acordar e ver a cena: Scully dormindo abraçada a William. Levantou-se e foi tomar banho. Depois, iniciou a preparação do café da manhã. Scully apareceu em seguida.
- Oi, Mulder.
- Oi, Scully. – ele a abraçou.
- Amor, diga que não fez café. – ela falou salivando.
- Eu ainda não fiz. Quer um gole? – Mulder beijou a cabeça dela.
- Sei que já falamos sobre isso, mas estou louca por um café. – ela gargalhou – eu não te engano mais, né?
- Você está tão bem hoje. Tão linda. – Mulder começou a beijá-la por toda a extensão do rosto e pescoço.
- Vocês são sempre agarrados assim? – William entrou na cozinha.
- Mais ou menos – Mulder abriu um dos braços – Junte-se à nós.
William sorriu e entrou no abraço.
- Assim está melhor. – Scully riu entre lágrimas.
Os três se separaram e foram tomar café.
- Dana, eu gostaria de contar toda a minha história para vocês. – Mulder falou.
William contou sobre sua vida para Mulder e Scully. Sentiu-se à vontade para abrir o coração para eles.
- E eu me abri para vocês. – Will suspirou – E não foi difícil.
- Eu vou te contar a nossa história com calma. – Scully falou sorrindo – Obrigada por confiar em nós.
- Mulder, como posso me controlar?
- Eu vou te ajudar com alguns exercícios, mas você quer controlar seu dom? – Mulder perguntou.
- Você viu. Eu quis te salvar e matei aquelas pessoas do mal. Mas, às vezes, eu não controlo. – William respondeu – Usei para fins errados, confesso. E não sei se é um dom ou uma maldição.
- William, o Mulder vai te ajudar. – Scully apertou o braço do moço – E eu estarei aqui para o que precisar.
- Eu sinto muito não ter mostrado meu rosto para você, Dana. Deveria ter feito isso antes, mas não queria que você sofresse. – William segurou a mão dela com força.
- Podemos começar quando você quiser. – Mulder ofereceu.
- Ok.
- Agora, você precisa de roupas. – Scully falou – Quer fazer compras?
- Eu odeio fazer compras, Dana. – William respondeu.
- Eu vou lavar sua roupa, porém precisamos de novas. – Scully voltou a segurar a mão dele – Podemos almoçar fora, conviver um pouco.
- Queremos tê-lo perto de nós. – Mulder falou com voz embargada.
- Não vou sumir agora. – William riu nervoso – Estou me sentindo seguro.
- Will, não posso escolher as roupas sem você. – Scully insistiu.
- Ok. Vou por você. – o moço beijou a mão de Scully.
O dia passou rápido. Mulder, Scully e William fizeram compras, almoçaram juntos e divertiram-se como uma família.
Família que estabeleceu uma rotina de atividades domésticas e ocasionais passeios.
Dois meses se passaram.
- Mulder! – Scully chamou exasperada.
Mulder foi rápido atendê-la. Entrou no quarto de William e viu que faltavam alguns itens pessoais.

Continua…